O setor de logística e transportes passa por uma verdadeira revolução: se 2020 foi o ano da explosão do e-commerce, em 2021 seus efeitos já se mostram visíveis em toda a cadeia de suprimentos e distribuição, que está se transformando a partir de uma corrida de aquisições e investimentos capitaneada pelos grandes grupos de varejo do Brasil.

A ordem é atuar de modo multissetorial e multicanal para dar conta de uma tendência que já passou a ser vista como realidade: a crise no varejo físico e a migração para o e-commerce tornou clara a importância das redes de armazenagem e distribuição para a sobrevivência neste setor.

No mês de abril, estas diretrizes orientaram a incorporação da Hering pelo Grupo Soma (das marcas Animale e Farm), a aquisição da Uni.co pelas Lojas Americanas e sua fusão com o braço de e-commerce B2W, o anúncio de captação bilionária da Renner também para ampliar sua atuação no e-commerce, e o reposicionamento da Via Varejo – agora apenas “Via” – visando diversificar seu mercado de atuação.

Tudo acelerado pelo e-commerce. Impulsionado pelas restrições da pandemia, o faturamento do comércio eletrônico mais que dobrou no último ano, segundo a Câmara Brasileira da Economia Digital/Neotrust. O crescimento consagra o consumidor de internet como foco principal dos tradicionais players do varejo, e satisfazer às exigências de uma experiência de compra inesquecível – ou seja, intuitiva, boa, barata, rápida e rastreável – vem se tornando o novo mantra de fidelização no segmento.

Novos centros de distribuição

As cadeias de venda e entrega de produtos vêm se reestruturando em grande velocidade para dar conta das exigências desta nova realidade e deste novo consumidor. Um sinal inequívoco disso está no recente boom imobiliário envolvendo locação e construção de modernos centros de distribuição e logística próximos aos centros de consumo. De um ano para cá, todas as grandes do varejo – Mercado Livre, B2W, Magazine Luiza, Amazon e Via Varejo – expandiram suas áreas de armazenagem.

Estes novos centros têm um objetivo claro: diminuir os prazos de frete em tempos de popularização da “entrega no dia seguinte”. O Mercado Livre, por exemplo, abriu cinco novos centros durante a pandemia, além de contratar uma frota de quatro aviões para reduzir seu tempo de entrega em todo o território nacional.

Preparando o pós-pandemia

O atual movimento de reestruturação também busca atender a outra série de objetivos:

  • integrar os diversos canais de aquisição e relacionamento online e offline numa estratégia omnichannel;
  • diversificar a oferta de produtos abrindo-se à participação de novas empresas em suas plataformas virtuais (marketplaces);
  • implementar uma agenda de digitalização voltada à gestão eficiente de toda a cadeia logística e de transporte;
  • dispor de amplo leque de opções para a entrega last mile, entre outros.

Para as operadoras logísticas, tais objetivos ressaltam o valor das parcerias e do compartilhamento de ativos para atender às conveniências do first ao last mile, além de racionalização de custos, automação de processos e adoção de tecnologias de otimização de fretes.

Não são poucos os desafios que se delineiam para a era pós-pandemia, seja para as operadoras logísticas tradicionais como para os braços logísticos dos grandes grupos varejistas e marketplaces. Mas uma coisa é certa: tanto quanto o consumidor digital, a logística se consolida em protagonista de uma nova era, que exigirá das empresas capacidade tecnológica, infraestrutura, inteligência de gestão – e muito espírito de aventura para encarar um mar de incertezas e oportunidades.

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