O tsunami do e-commerce vem aí

Se tem sido traumático para a economia, o ano de 2020 também vem acelerando a consolidação de algumas tendências de mercado. Com grande impacto sobre os setores de logística e varejo, o e-commerce encabeça esse movimento.

Estudo recente da consultoria Forrester mostra que, enquanto as vendas de varejo em todo mundo devem recuar 3,9% neste ano, o comércio eletrônico vai crescer 15,6% mesmo em meio à pandemia – um dos melhores desempenhos dos últimos anos. A expectativa é que a próxima campanha Black Friday siga na mesma onda, com protagonismo do comércio online e grande repercussão sobre toda a cadeia de suprimentos.

Quem acompanha o mercado sabe que o e-commerce veio para ficar. Hoje você vai conhecer alguns dos principais aspectos dessa nova forma de consumir, que aos poucos vai exigir uma adaptação a novos modelos de negócios, da logística ao varejo.

Tecnologia cada vez mais acessível

O e-commerce brasileiro teve um faturamento de R$ 61,9 bilhões em 2019, um crescimento de 16,3% em relação ao ano anterior. O varejo online ainda representa uma fatia relativamente pequena das vendas totais do comércio (5,8% em 2018), mas deve dobrar esta participação nos próximos três anos, crescendo a um ritmo dez vezes maior que o varejo offline no período, na previsão da Forrester.

O número de compradores entre os internautas passou de 19% em 2009 para 41% em 2018, e caminha para 55% em 2023, quando quatro em cada 10 brasileiros – ou 87 milhões de pessoas – fará compras pelo smartphone ou desktop, segundo a consultoria.

Vários fatores têm influência sobre o crescimento do e-commerce, sendo o mais evidente a inclusão digital. O número de pessoas com acesso à internet praticamente dobrou na última década. Além da ampliação do acesso, também contribuem para o aumento do número de consumidores online a maior percepção de segurança para realizar compras neste ambiente, a queda de custos com a maior concorrência e a redução dos prazos de entrega.

Redução de custos alavanca as vendas

Além da conveniência de fazer compras com um clique no smartphone, o consumo online é estimulado pela possibilidade de receber os produtos em casa num prazo curto e a um custo razoável. Um estudo publicado pelo McKinsey aponta que entre 20% e 25% dos consumidores optariam por entrega no mesmo dia ou na mesma hora se o preço do frete fosse mais barato.

A busca por reduzir custos tem levado o varejo a adotar cada vez mais estratégias omnichannel, que vem transformando, por exemplo, o papel das lojas convencionais. De principal ponto de venda, a loja gradativamente passa a ser considerada uma opção para a retirada, devolução ou troca de produtos comprados online – o que for mais conveniente para o consumidor.

Pesquisa do portal Shopgate em 2019 já atesta que as estratégias omnichannel passaram a ser prioridade para os varejistas norte-americanos, que buscam com isto satisfazer a uma série de objetivos, desde conquistar maior clientela até ganhar eficiência de custos e diferencial competitivo.

Uma nova dinâmica de mercado

A mudança estrutural que o e-commerce vem provocando no varejo impõe uma nova dinâmica de competição que aos poucos reverbera sobre toda a cadeia de suprimentos do comércio, e também envolve fábricas e operadores logísticos. Para estes, a mudança acelerada de mentalidade de uma nova geração de consumidores vai exigir cada vez mais a modernização de processos e a adoção das melhores tecnologias disponíveis, de forma a entregar com rapidez, eficiência e baixo custo o que é demandado na ponta do consumo.

Vamos evoluir juntos?

Os sinais de um grande tsunami já apontam no horizonte. Para surfar essa onda será preciso se antecipar. Visite nosso site para conhecer as soluções logísticas antenadas com a nova realidade do comércio. Em nosso blog você também confere qual a melhor forma de atender ao aumento de demanda neste final de ano, alinhando as operações com fornecedores e varejistas.