Segurança logística: 12 pontos de atenção para evitar acidentes nas estradas

Não é de hoje que o Brasil apresenta um dos trânsitos mais perigosos do planeta. A cada ano, são cerca de 50 mil acidentes com vítimas, apenas nas estradas federais. A cada dia, 14 mortos em média, segundo dados da Polícia Rodoviária Federal – PRF. Cerca de 18% das ocorrências envolvem caminhões, que por suas características e porte acabam se envolvendo, quase sempre, em acidentes mais graves.

Os acidentes constituem um dos principais componentes do custo logístico no Brasil, de acordo com as companhias de seguro que acompanham o setor – maior inclusive que o prejuízo com roubos de carga. O custo humano e econômico alcança aproximadamente R$ 10,22 bilhões por ano, segundo estudo divulgado em fevereiro pela Confederação Nacional dos Transportes – CNT.

O desenvolvimento do setor logístico e de transportes no Brasil passa por reduzir estes números. E embora os governos tenham papel importante na elaboração de políticas públicas que melhorem a segurança das estradas, há muito o que as operadoras logísticas podem fazer para evitar acidentes.

Estamos falando de planejamento de rotas, gestão de frota e boas condições de trabalho aos condutores.

Pacto pelo transporte seguro


A forte concorrência no transporte de bens em todo o mundo e a ascensão de um consumidor que vem se acostumando a prazos de entrega cada vez menores resultam em exigências de desempenho e produtividade crescentes do setor logístico e de transporte.

Mais do que nunca, os operadores logísticos assumem uma enorme responsabilidade junto aos motoristas, e devem estar sensíveis aos fatores de risco para quem atua nesta profissão.

“Há uma série de variáveis que devem ser levadas em conta ao planejar uma viagem, como a escolha de rotas com pontos de descanso e abastecimento, estado de manutenção do veículo e escalas de trabalho adequadas”, explica Luciano Minelli, gerente de frota e risco logístico da Soluciona Logística.

O monitoramento efetivo dessas variáveis permite prever trechos onde o desempenho de velocidade será mais lento, algo muito comum na malha rodoviária brasileira, e evita a ocorrência de jornadas exaustivas, que podem resultar em acidentes.

Luciano acrescenta que um bom planejamento também depende da anuência – e coerência – da empresa contratante, em um verdadeiro “pacto” em nome do transporte seguro. “É um acordo que vai além do serviço de transporte, e considera o máximo de variáveis logísticas envolvidas, visando o melhor desempenho possível, sem comprometer a segurança do condutor e a integridade da carga”.

Outro ponto prioritário na gestão do risco logístico passa pelo treinamento e capacitação dos motoristas, e a implementação de programas de educação e conscientização, cobrindo desde técnicas de direção defensiva até orientações para o cuidado com a própria saúde, além de canais de diálogo sobre as principais questões envolvendo o bem estar destes profissionais.

Causas de acidentes


Será que você está considerando todos os fatores de risco ao planejar as rotas de entrega?  Abaixo listamos 12 das principais causas de acidentes com caminhões, extraídos de um amplo estudo realizado pela Confederação Nacional do Transporte em 2019.

  1. Grande distância percorrida – a extensão territorial brasileira oferece risco de desgaste e perda de reflexo em longos trajetos.
  2. Cumprimento de prazos – a pressão pela entrega rápida pode levar a trafegar acima da velocidade permitida ou recorrer a entorpecentes proibidos.
  3. Falta de planejamento – veículo se vê trafegando por trechos em péssimo estado ou por locais com alto índice de acidentes.
  4. Falta de descanso – jornadas exaustivas e a obrigação de dirigir à noite comprometem a capacidade de sono e descanso. Após nove horas de jornada, o risco de acidentes por fadiga começa a aumentar: dobra com 12 horas, e triplica com 14 horas.
  5. Excesso de confiança – afeta principalmente os condutores mais experientes.
  6. Excesso de carga – o sobrepeso dificulta a frenagem e a mudança repentina de direção, além de aumentar o risco de tombamento.
  7. Manutenção do veículo – os caminhões estão submetidos a um desgaste muito maior que os demais veículos. Não estar atento à manutenção pode gerar imprevistos de alto risco.
  8. Imprudência – a direção defensiva é uma questão de consciência e de capacitação. O uso de celulares também aumenta o risco de acidente em cinco vezes. Use o viva-voz!
  9. Deficiência na formação – o treinamento em auto-escola normalmente ocorre em vias urbanas e no período diurno. Testes práticos periódicos devem ser uma exigência nesta profissão.
  10. Mal súbito – doenças preexistentes como pressão alta e diabetes aumentam a propensão a desmaios. A situação se agrava se houver exposição ao calor excessivo, desidratação e alimentação inadequada.
  11. Problemas de saúde – sedentarismo, sobrepeso, alimentação ruim, consumo de álcool, tabagismo e LER aumentam a propensão para afastamentos – e também levam a situações de risco que podem resultar em acidentes.
  12. Infraestrutura precária – apenas 12% das rodovias brasileiras são pavimentadas, e entre as federais e principais trechos estaduais, nada menos que 57% apresentam falhas de pavimento, sinalização ou geometria da via, segundo a CNT. Obstáculos que exigem atenção redobrada e perícia do condutor para evitar acidentes.

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