A frota de caminhões a gás tem crescido no país, apesar da trava representada pela falta de infraestrutura adequada, como postos de abastecimento e também pela ausência de políticas públicas que incentivem o uso de gás natural veicular, o GNV. O avanço tem sido empurrado pelo aumento da consciência de que práticas sustentáveis são necessárias e fundamentais em todas as atividades econômicas – mas, também, em função do custo elevado do diesel, cujos aumentos impõem dificuldades extras à desequilibrada matriz logística brasileira, além do fato de ser importante emissor de poluentes.  Os veículos GNV poluem 15% menos em comparação aos movidos a diesel, mas o ganho ecológico poderia ainda ser exponencialmente maior, algo em torno de 90%, se o país contasse com o biometano como combustível disponível em escala suficiente.  Os caminhões da Scania, única fabricante de veículos cem por cento GNV no Brasil,  já saem de fábrica aptos a rodar com essa fonte de energia. A montadora espera fechar 2021 com 200 caminhões vendidos, e chegar a 400, em 2022.Caminhada lenta – A implantação do transporte de carga em caminhões movidos a GNV foi lenta, e entre as dificuldades estava a malha de abastecimento, que depende de dutovias. Hoje, o sistema nacional conta com 1.600 postos para carros e outros veículos leves, mas muito pouco  para pesados – para estes, há necessidade de adaptações. Outro contratempo é a autonomia,  o que leva a restringir o uso desses caminhões a distâncias médias, entre 400 e 500 quilômetros, o que significa concentração de rotas no Sul-Sudeste, a região com maior suporte de abastecimento.


Isso já começa a mudar, pois o importante corredor São Paulo-Curitiba, que contava com apenas um local de abastecimento, em Colombo, no Paraná, ganhou neste final de 2021 uma segunda opção, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, onde a Comgás passou a distribuir seu gás em posto de abastecimento localizado no km 16,5 da Rodovia Régis Bittencourt..

O avanço gradativo das preocupações ecológicas, foi criando consciência coletiva, e uma intolerância diante de agressões ao meio ambiente. Sílvio Munhoz, diretor de Vendas e Soluções da Scania, disse à Automotive Business, recentemente, que no início das vendas de caminhões a gás, os embarcadores é que sugeriam  para as transportadoras a adoção de alternativas ao diesel. Hoje, os próprios transportadores estão buscando práticas mais sustentáveis.  Toni Trajano, CEO da Soluciona, empresa que já surgiu com visão de sustentabilidade quando foi criada, em 2013, tem a mesma visão de Munhoz: “Vemos com satisfação que a mentalidade empresarial sobre o assunto mudou sensivelmente nos últimos anos, em benefício de um futuro com menor emissão de poluentes”, afirma. “A descarbonização é uma tendência irreversível e passa por transporte baseado em combustíveis mais limpos, como gás natural e eletricidade”.

Vamos evoluir juntos?

A experiência da Soluciona no uso de combustíveis limpos se dá em duas frentes: caminhões a gás, que atuam na longa distância, e frota de veículos elétricos urbanos, utilizados na distribuição do varejo, na Região Metropolitana de São Paulo. Estamos preparados para tornar a sua logística ainda mais sustentável, com o menor impacto ambiental. Fale com nossa área coemrcial.