A logística do futuro chegou e vai mudar seu conceito sobre o mercado

Precisamos falar cada vez mais de Logística Compartilhada!

Por Fernando Magalhães*

O termo economia compartilhada, ou economia do compartilhamento, já é conhecido há algum tempo. Seu alicerce é a criação de oportunidades, a diminuição da ociosidade, a redução de desperdícios e o respeito à sustentabilidade. Isso só se tornou possível por meio da inovação e do uso de novas tecnologias, proporcionando ganhos sociais e econômicos e permitindo que empresas e pessoas com necessidades e interesses comuns possam trocar ou dividir serviços e produtos. Alguns exemplos conhecidos são: Airbnb, Uber e DogHero, entre outros.

Para termos uma ideia do tamanho deste mercado, segundo dados disponíveis, a estimativa é que a economia compartilhada tenha uma receita anual de mais de US$3 bilhões para os usuários. Ainda, se ampliarmos o olhar, incluindo todos os participantes da cadeia, chegaremos a uma receita anual do setor de US$ 15 bilhões. Para os próximos anos é esperado um crescimento muito acelerado deste mercado, podendo chegar a uma receita anual de mais de US$ 300 bilhões em 2025. No Brasil, em torno de 38% dos usuários que curtem pelo menos uma página do Facebook apoiam os projetos do Guia Cidade Compartilhada e 1 em cada 5 brasileiros já ouviu falar de consumo colaborativo ou compartilhado.

A economia compartilhada está mudando não apenas o modo como entendemos a oferta e demanda, mas também nossas relações pessoais. É como se a tecnologia, que em algum momento nos afastou, agora estivesse nos aproximando. Os analistas econômicos ainda não incorporam em suas análises o impacto econômico dessa rede colaborativa em processo contínuo de crescimento e transformação e há espaço não só para startups, mas também para grandes empresas. Esse movimento será cada vez mais visto no mercado, seja por criação de novos negócios organicamente, seja por movimentos de fusões ou aquisições inorganicamente.

E como isso tudo impactará a logística? Bom, não impactará: já impactou! Como exemplo, temos a  gigante DHL. A empresa viu seu faturamento reduzido e, na tentativa de se levantar, lançou o aplicativo My Ways, que conecta remetentes e destinatários, possibilitando que os próprios clientes façam o transporte das encomendas. A Ambev também é um bom exemplo de adaptação ao mercado. A empresa criou o Frota Compartilhada, um programa em parceria com outras empresas para otimizar as viagens dos caminhões que distribuem seus produtos e, assim, diminuir a emissão de gases poluentes na atmosfera. Ainda temos o exemplo da CargoX, que usa da tecnologia para alinhar a oferta com a demanda por fretes.

A pandemia do coronavírus acelerou ainda mais este processo. Muitas empresas foram forçadas a se reinventar e buscar novas alternativas de atuação no mercado. O setor de delivery sentiu o forte aumento de demanda, trazendo uma nova realidade sobre o consumo online, na relação do consumidor com suas compras, e na tendência de ampliação da cadeia de economia compartilhada. O tradicional delivery virou um multidelivery, fazendo com que as pessoas consigam comprar diversos produtos em uma única plataforma. Entendendo este movimento como irreversível, algumas das grandes empresas do varejo, começaram a se movimentar. Elas tornaram suas lojas em mini- centros de distribuição, adequando toda a sua logística para atender de forma mais rápida o consumidor final.

Enfim, apesar de ainda existirem barreiras culturais, em especial no mercado de transporte e logística, dominado por empresas resistentes à inovação, entende-se que a economia compartilhada é uma forte tendência nos próximos anos. E você, vai ficar de fora?

Fernando Magalhães*, sócio-fundador da Stonecapital, é economista graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), pós-graduado em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), com  especialização em Finanças pela University of California Los Angeles (UCLA), nos EUA.

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